Depressão e Atividade Física

Miranda et al. (1996) verificaram, em 27 idosos com média de idade de 70 anos, que 45 minutos de atividade física aeróbia diminuíram a tensão e a depressão.

O fato do paciente com a depressão permanecer em casa por muito tempo, sem praticar atividade física, traz prejuízos acentuados à saúde geral, particularmente no idoso. Do ponto de vista biológico, a não mobilidade física compromete a atividade pulmonar e isto leva ao acúmulo de secreções nas vias respiratórias, predispondo o idoso a desenvolver pneumonias bacterianas. A permanência excessiva em suas casas, somada à lentificação psicomotora que a depressão provoca, com frequência e desmotiva o idoso andar ou praticar exercícios físicos, e isto leva ao descontrole da pressão arterial com agravamento do quadro hipertensivo, além do comprometimento da circulação periférica, da perfusão cerebral e do próprio funcionamento cardíaco. Artrose e outros distúrbios articulares também se agravam devido à falta de atividade física do idoso deprimido.

A atividade física regular deve ser considerada como uma alternativa não-farmacológica do tratamento do transtorno depressivo. O exercício físico apresenta, em relação ao tratamento de medicamentos, a vantagem de não apresentar efeitos colaterais indesejáveis o que pode resultar na melhoria da auto-estima e auto-confiança. 

Miranda, M.L.J; Godelli, M.R.C.S.; Okuma, S.S. (1996). Os efeitos do exercício aeróbio com música sobre os estados de ânimo de pessoas idosas. Revista Paulista de Educação Física, v. 10, n. 2, p. 172-178

Prevenção Da Depressão No Idoso

“A depressão é uma das principais causas de incapacidade e sofrimento para milhões de adultos mais velhos. Assim percebe-se que a prevenção da depressão na idade avançada seja uma área de investigação prioritária, apesar de ser relativamente recente.” (Okereke, O. I. et al, 2013)

Infelizmente a depressão no idoso é subdiagnosticada, especialmente nos cuidados de saúde primários.

A prevenção da depressão no idoso é importante por várias razões: em primeiro lugar, os episódios depressivos na população idosa são prevalentes e incapacitantes; em segundo lugar, a depressão está associada a uma elevada mortalidade após certos eventos patológicos, como o enfarte do miocárdio e o acidente vascular cerebral e é o principal fator de risco para o suicídio na idade avançada; em terceiro lugar, os tratamentos disponíveis possuem uma eficácia da depressão e na manutenção da qualidade de vida; em quarto lugar, a presença de sintomas depressivos mais leves ou subsindrómicos aumentam o risco de desenvolver a doença clínica completa, mas podem ser mais facilmente reversíveis ou modificáveis do que o estado clínico avançado; finalmente, a prevenção da depressão nos idosos podem apresentar um bom custo-benefício.

Deste modo, é importante arranjar forma de prevenção para que se consiga combater esta doença nos idosos.

Antes de falarmos em prevenção, contudo, precisamos aprender a identificar os sintomas de uma possível depressão. O sinal mais evidente é a tristeza em excesso e o isolamento. A fala do idoso gira em torno de questionamentos sobre ainda estar entre nós e uma profunda sensação de inutilidade.

Esse comportamento, muitas vezes, é percebido pela própria família, mas por não estar acostumada a ver o idoso desta forma, exige dele uma postura que teria quando mais jovem. Nestas situações, os cuidados devem ser redobrados. Os parentes e cuidadores têm que monitorar os idosos, mostrando-se interessados em seu dia a dia. Pode ser feito de forma presencial ou à distância. O importante é dar atenção.

Ao perceber esses sintomas o próximo passo é agir. Uma medida importante é fazer com que o idoso perceba que ainda pode ser feliz, colaborando para que encontrem a felicidade dentro de si, com suas próprias realizações. Além disso, ele precisa ser incentivado a formar grupos, praticar atividade física, estudar, fazer trabalhos voluntários, cultivar amizades e frequentar lugares para lazer. Tudo isso fará com que sinta mais feliz e inserido no meio em que vive.  Outra atitude positiva é também cuidar de um animal de estimação, o que traz uma resposta rápida ao amor que o idoso tem para oferecer.

Envelhecimento Saudável

O envelhecimento é definido como um processo multidimensional (Baltes & Baltes, 1990). Rowe e Kahn (1998) apresentam três indicadores de envelhecimento saudável: baixo risco de doenças e de incapacidades funcionais; funcionamento mental e físico excelentes; e envolvimento ativo com a vida.

O envelhecimento populacional é um problema com tendência a piorar, o que acarreta uma maior preocupação em implementar estratégias que promovam a saúde e o bem-estar deste grupo etário.

O Envelhecimento Saudável, não é definido por um nível ou limiar específico do funcionamento ou da saúde. Em vez disso, é um processo que permanece relevante a cada idoso, uma vez que sua experiência de Envelhecimento Saudável pode sempre se tornar mais ou menos positiva. Por exemplo, a trajetória do Envelhecimento Saudável de pessoas com demência ou doença cardíaca avançada pode melhorar se elas tiverem acesso a cuidados de saúde acessíveis que otimizem a sua capacidade e se essas vivem em um ambiente de apoio.

Embora tendem a diminuir com o aumento da idade, as escolhas de vida ou as intervenções em diferentes momentos durante o curso da vida irão determinar o caminho – ou trajetória – de cada indivíduo.

Baltes, P. B., & Baltes, M. M. (1990). Psychological perspectives on sucessful aging: The model of selective optimization with compensation. In P. B. Baltes & M. M. Baltes (Eds.), Sucessful aging: Perspectives from the Behavioral Sciences (pp. 1-34). New York: Cambridge University Press.

Rowe, J. W., & Kahn, R. L (1998). Successful aging. New York: Pantenon Books

Processo de Envelhecimento

O Envelhecimento é definido como um conjunto de processos físico ou biológico, psicológico e social, que provocam alterações, ao longo do tempo, na capacidade dos indivíduos, influênciando a sua definição social (Fechine et al., 2012).

A idade cronológica é o critério mais utilizado na definição do envelhecimento, contudo, é uma variável bruta e pouco precisa.  Apesar do envelhecimento ser um processo natural, universal e comum a todos os seres vivos, a forma como cada indivíduo envelhece é particular e única, tornando esse processo heterogéneo, ou seja, indivíduos da mesma idade cronológica podem estar em estágios diferentes de envelhecimento . Os fatores genéticos, as condições ambientais e culturais podem explicar a forma distinta como cada pessoa envelhece.

Neste sentido, o processo de envelhecimento apresenta três componentes: 1) Biológica, que reflete uma crescente vulnerabilidade e de onde resulta uma maior probabilidade de morrer; 2) Social, relativa às expectativas da sociedade para este nível etário, no que respeita aos seus papéis sociais; 3) Psicológica, definida pela capacidade que o indivíduo tem de auto-regulação face ao processo de senescência.

Fechine, B., & Trompieri, N. (2012). O Processo de Envelhecimento: as principais alterações que acontecem com o idoso com o passar dos anos. Revista Científica Internacional, 1(1), 106–132

A Importância Da Atividade Física em Idosos

Com a vida agitada que levamos hoje, muitas pessoas acabam por aderir ao sedentarismo e não fazer qualquer tipo de atividade física. Ignorando assim o quanto é necessário para o organismo, e principalmente para quem está na terceira idade. Não importa que tipo de atividade física realiza se é caminhada, corrida, pilates, academia de musculação, natação ou hidroginástica, desde que saia do sedentarismo.

Entre os benefícios para o corpo que uma atividade física promove estão: o controle do peso com a queima de calorias, controle dos níveis de açúcar no sangue em pessoas com diabetes, da pressão alta, combate o stresse e a depressão,  mantém os ossos fortes, diminui as possibilidades de ataque do coração, entre outros.

Os exercícios mais adequados são o exercício aeróbico(andar, correr ou nadar), o treino de resistência para fortalecer os músculos e exercícios de alongamento para evitar andar a arrastar o pé no chão com passos curtos.

Seja qual for seu exercício, é importante praticar pelo menos 3vezes por semana, num total de 150 minutos . Dessa forma, o seu corpo, músculos e articulações podem ser tão saudáveis quanto possível e garantam uma vida mais saudável. Mas lembrando que a OMS –organização mundial de saúde – recomenda 40 minutos 5x por semana.

Contudo antes de começar um exercício, fale com o seu médico ou enfermeiro para ver o mais adequado a seu biótipo.

Se não gosta de atividade física tente mudar os seus hábitos no seu dia a dia que podem ajudar como descer ou subir de escadas, estacione o carro mais longe para que possa andar até chegar em seu destino e tente caminhar mais em atividades do dia a dia como ir ao mercado ou farmácia a pé. Em casa evite ficar muito tempo sentado procure movimentar-se.

O importante é não ficar parado.